Aplicações e scans
Esta página orienta como organizar aplicações e escolher o tipo correto de scan no XGuardian.
O que é uma aplicação
No XGuardian, uma aplicação é o ativo que será analisado.
Dependendo do tipo de scan, uma aplicação pode representar:
- um código-fonte versionado;
- um serviço ou microsserviço;
- uma aplicação web exposta por URL;
- uma imagem de container;
- um conjunto de arquivos de infraestrutura como código;
- um ativo externo importado por pipeline ou integração.
A listagem de aplicações pode exibir informações de apoio, como tecnologias detectadas, origem, score quando disponível, aplicações externas e status visual de permissão.
Navegação ao abrir uma aplicação
Quando o usuário abre uma aplicação, a documentação segue a mesma lógica de navegação do XGuardian.
| Aba no XGuardian | Onde consultar na documentação |
|---|---|
| Geral | Geral da aplicação |
| Scans | Scans da aplicação |
| Equipes | Equipes da aplicação |
| Condicional | Condicional da aplicação |
Use essa segmentação para localizar rapidamente o que fazer dentro da aplicação aberta, sem misturar cadastro, scan, ownership e regras condicionais em uma única página.
Quando houver controle de consumo por aplicação ou equipe, consulte também Limites de scans por aplicação e equipe.
Como ler a página de Aplicações
Use a página de Aplicações como inventário operacional dos ativos monitorados pela organização.
| Área da página | Como interpretar |
|---|---|
| Cards e listagem | Mostram aplicações disponíveis para o usuário conforme permissões, equipe e escopo contratado. |
| Busca e filtros | Ajudam a localizar aplicações por nome, tecnologia, equipe, score, origem ou condição operacional quando disponível. |
| Score | Indica a postura atual da aplicação com base no resultado mais recente disponível. |
| Linguagens e tecnologias | Ajudam a reconhecer o perfil técnico detectado nos scans. |
| Equipes vinculadas | Indicam quais times são responsáveis por operar e acompanhar a aplicação. |
| Ação de abrir aplicação | Leva ao detalhe da aplicação, histórico de scans, equipes e ações disponíveis. |
Score da aplicação
O score da aplicação é calculado com base no último scan executado para aquela aplicação, conforme os dados disponíveis no momento da análise.
Use o score como sinal de priorização, não como decisão isolada. Antes de concluir risco, confirme:
- tipo do último scan;
- data e status da execução;
- severidade dos achados;
- escopo analisado;
- se a aplicação, branch, arquivo ou origem correspondem ao ativo real.
Indicador de malware na aplicação
Quando o último scan da aplicação identifica malware em SCA, a listagem pode exibir um indicador visual de malware junto à aplicação.
Esse indicador serve para sinalizar que aquela aplicação precisa de atenção imediata em supply chain. Ele considera o último scan concluído da aplicação: se um scan posterior finalizado não identificar malware, o alerta histórico não deve continuar marcando a aplicação como malware ativo.
Para investigar, abra a aplicação, acesse os achados relacionados e consulte o relatório SCA. O passo a passo completo está em Malware e Supply Chain.
Como criar uma aplicação
Use este fluxo para cadastrar um novo ativo que será acompanhado ou analisado pelo XGuardian:
- acesse a aba Aplicações;
- selecione Criar aplicação;
- informe o nome da aplicação;
- preencha a descrição da aplicação;
- selecione as equipes das quais a aplicação fará parte;
- revise o vínculo com as equipes antes de salvar.
A associação com equipes define quais grupos poderão visualizar, operar scans e acompanhar resultados da aplicação conforme papéis e permissões configurados na organização.
Regras e restrições de aplicação
Antes de operar uma aplicação, confirme:
- a aplicação pertence à organização correta;
- o nome representa o ativo real que será analisado;
- as equipes vinculadas são responsáveis pela aplicação;
- o usuário possui permissão para visualizar, executar scan ou acompanhar resultados;
- o escopo contratado permite o tipo de análise desejado;
- a aplicação não está sendo usada para analisar outro sistema fora do escopo.
Aplicações sem permissão explícita podem aparecer bloqueadas. Quando isso acontecer, o usuário deve solicitar revisão de vínculo com a equipe responsável, em vez de criar outro ativo duplicado ou tentar contornar a governança.
Modelos de consumo
A disponibilidade de scans depende da contratação da organização.
| Modelo | Descrição |
|---|---|
| XScan | Crédito pré-pago usado para uma análise específica. |
| Aplicação nomeada | Uso recorrente de uma aplicação, URL ou ativo definido durante o período contratado. |
Como usar cada modelo
- XScan é indicado para análises pontuais ou quando o ativo pode variar entre execuções.
- O modelo por aplicação nomeada é indicado para aplicações ou URLs fixas que serão analisadas repetidamente durante o período contratado.
- Nunca use uma aplicação nomeada para analisar outro ativo sem validação comercial e operacional.
Como escolher o tipo de scan
| Objetivo | Scan recomendado | Onde usar |
|---|---|---|
| Revisar código-fonte | SAST | Antes de deploy ou em code review de segurança. |
| Avaliar dependências | SCA | Em aplicações com bibliotecas e componentes externos. |
| Validar infraestrutura | IaC | Antes de aplicar mudanças em infraestrutura. |
| Testar sistema em execução | DAST | Em aplicações web ou APIs autorizadas, incluindo cenários com API token ou OpenAPI quando disponíveis. |
| Examinar imagem de container | Container | Em pipelines de build e release de imagens. |
| Inventariar componentes | SBOM | Para compliance e gestão de supply chain. |
Referência rápida por scan
Use esta tabela quando precisar decidir rapidamente qual análise executar e o que preparar.
| Scan | Entrada necessária | Quando usar | Erro comum | Resultado esperado |
|---|---|---|---|---|
| SAST | Código-fonte em .zip ou repositório integrado. |
Revisar falhas no código antes de deploy, release ou correção. | Enviar código incompleto, branch errada ou artefatos gerados sem fonte. | Achados no código, evidências, arquivos, linhas e recomendações quando disponíveis. |
| SCA | Código com manifestos e arquivos de lock. | Avaliar bibliotecas, dependências e componentes open source. | Não incluir package-lock, pom.xml, requirements.txt, go.sum ou equivalente. |
Vulnerabilidades conhecidas em pacotes, versões afetadas, EOL e EPSS quando disponível para priorização. |
| IaC | Arquivos de infraestrutura, como Terraform, Dockerfile, Kubernetes ou YAML. | Revisar configuração antes de aplicar mudanças em cloud, container ou pipeline. | Enviar pacote sem os arquivos de infraestrutura usados de verdade. | Configurações inseguras, más práticas e riscos de exposição. |
| DAST | URL, domínio ou endpoint autorizado. | Testar aplicação web ou API em execução. | Usar ambiente sem autorização, indisponível ou sem massa de teste adequada. | Vulnerabilidades observáveis em runtime e evidências de requisição/resposta quando disponíveis. |
| DAST com API | URL/API, token autorizado ou especificação OpenAPI/exported API. | Testar endpoints autenticados ou rotas descritas por especificação. | Token com privilégio excessivo, expirado ou rotas sensíveis não revisadas. | Achados dinâmicos em API, rotas testadas e evidências técnicas. |
| Container | Imagem .tar ou origem integrada de container. |
Avaliar CVEs em imagem, base image e pacotes. | Enviar imagem errada, tag ambígua ou imagem com secrets embutidos. | CVEs por pacote/camada, versões afetadas e recomendações de atualização. |
| SBOM | Inventário gerado ou composição identificada por análise. | Governança de componentes, compliance e supply chain. | Tratar SBOM como correção automática, sem analisar risco dos componentes. | Lista estruturada de componentes, versões e dados para gestão. |
Guia visual: executar um scan na aplicação
Use este fluxo quando a aplicação já estiver cadastrada e você precisar iniciar uma nova análise.
1. Abra a aplicação
Na aba Aplicações, localize a aplicação pelo card, busca ou filtro disponível. Em seguida, abra o detalhe da aplicação.
2. Escolha o tipo de scan
Na tela Novo Scan, selecione o tipo de análise conforme o ativo que será avaliado. Depois, informe um nome claro para o scan, de preferência indicando aplicação, origem, branch, ambiente ou objetivo.
3. Upload manual para SAST ou SCA
Use SAST para análise estática de código e SCA para análise de dependências. Nesse fluxo, envie o projeto em .zip.
O arquivo .zip pode ter até 1GB, conforme disponibilidade e limites aplicáveis ao ambiente. Se o pacote ultrapassar esse limite, reduza arquivos gerados, caches, diretórios de dependências instaladas e artefatos fora do escopo antes de enviar.
Cuidados antes do upload:
- envie a versão correta do código;
- inclua manifestos e arquivos de lock quando o objetivo envolver SCA;
- remova secrets,
.env, chaves privadas, dumps e arquivos fora do escopo; - não misture aplicações diferentes no mesmo pacote.
4. DAST com ou sem autenticação
Use DAST para testar uma URL autorizada de uma aplicação em execução. O fluxo pode ser sem autenticação ou com autenticação, conforme o cenário validado pela organização.
5. Container
Use Container quando o objetivo for analisar vulnerabilidades em uma imagem.
Antes de enviar, confirme que a imagem corresponde ao ativo correto, não contém secrets embutidos e representa a versão que precisa ser analisada.
6. Scan por repositório
Quando GitHub, Bitbucket ou Azure estiverem configurados, o scan pode ser criado a partir de repositório. Esse fluxo evita upload manual e permite selecionar origem, repositório, branch e tipo de análise.
GitHub
Bitbucket
Azure DevOps
Para qualquer origem por repositório, valide:
- a integração está ativa e autorizada;
- o repositório pertence à aplicação correta;
- a branch representa a versão que deve ser analisada;
- o tipo de análise selecionado corresponde ao objetivo do scan;
- o usuário tem permissão para operar a aplicação.
Tipos de scan
SAST
SAST é a análise estática de segurança do código-fonte.
Use para identificar falhas no código sem executar a aplicação, como padrões inseguros, uso incorreto de APIs, exposição de segredos e problemas associados à implementação.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | Arquivo .zip contendo o código-fonte da aplicação. |
| Quando usar | Antes de deploy, em revisões de segurança, ciclos de release ou esteira DevSecOps. |
| Resultado | Vulnerabilidades no código, evidências técnicas e recomendações quando disponíveis. |
Quando integrações estiverem habilitadas, a entrada também pode vir de repositórios GitHub, Bitbucket ou Azure DevOps, com seleção de projeto, repositório, branch e tipo de análise conforme o fluxo disponível.
SCA
SCA é a análise de composição de software.
Use para identificar vulnerabilidades e riscos associados a dependências, bibliotecas e componentes open source usados pela aplicação.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | Código-fonte em .zip, incluindo arquivos de dependências e manifestos quando aplicável. |
| Quando usar | Em aplicações com dependências de terceiros, bibliotecas, pacotes ou componentes open source. |
| Resultado | Vulnerabilidades conhecidas em componentes, versões afetadas, sinais de EOL e dados para priorização. |
| EPSS | Quando disponível, ajuda a estimar a probabilidade de exploração de uma vulnerabilidade e priorizar dependências que merecem resposta mais rápida. |
Após rodar um scan SCA, consulte Achados > Detalhes > Abrir relatório para verificar o EPSS no relatório técnico da vulnerabilidade, quando disponível.
Para melhores resultados, preserve manifestos e arquivos de lock, como package-lock.json, yarn.lock, pom.xml, build.gradle, requirements.txt, poetry.lock, go.sum ou equivalentes do ecossistema analisado.
IaC
IaC é a análise de arquivos de infraestrutura como código.
Use para revisar configurações versionadas, como Terraform, Dockerfile, Kubernetes, YAML e outros arquivos de configuração suportados.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | Arquivos de infraestrutura incluídos no pacote de código ou enviados conforme fluxo disponível. |
| Quando usar | Antes de aplicar mudanças de infraestrutura, pipelines ou ambientes cloud. |
| Resultado | Configurações inseguras, más práticas e riscos de exposição. |
DAST
DAST é a análise dinâmica de segurança de uma aplicação em execução.
Use para testar uma URL autorizada simulando interações e verificações técnicas contra a aplicação publicada em ambiente controlado.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | URL, domínio, endpoint autorizado, API token ou especificação OpenAPI/exported API quando disponível. |
| Quando usar | Em ambientes de homologação, staging ou produção autorizada. |
| Resultado | Vulnerabilidades observáveis em tempo de execução, como problemas web e configurações inseguras. |
Container
A análise de Container identifica vulnerabilidades nas camadas e pacotes de uma imagem.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | Imagem exportada em .tar ou origem configurada conforme integração disponível. |
| Quando usar | Antes de publicar imagens, em revisões de base image ou em esteiras CI/CD. |
| Resultado | CVEs, pacotes afetados, versões vulneráveis e dados de priorização. |
SBOM
SBOM é o inventário de componentes de software de uma aplicação.
Use para obter visibilidade sobre bibliotecas, pacotes, versões e componentes que fazem parte do software.
| Item | Orientação |
|---|---|
| Entrada | Gerado a partir do fluxo de composição de software quando disponível. |
| Quando usar | Auditoria, governança, compliance, gestão de risco de terceiros e inventário técnico. |
| Resultado | Lista estruturada de componentes e informações associadas. |
Quando houver integração com ferramentas externas, como Sonatype IQ, resultados em formato estruturado podem alimentar a visão de composição e achados externos da aplicação.
Origens de scan
O XGuardian pode receber scans ou artefatos por diferentes origens, conforme contratação e configuração da organização.
| Origem | Uso comum | Cuidados |
|---|---|---|
| Upload manual | Envio de .zip, .tar ou URL pelo portal. |
Validar escopo, remover segredos e enviar o ativo correto. |
| GitHub ou Bitbucket | Seleção de repositório e branch para análise. | Usar credenciais de menor privilégio e revisar permissões. |
| Azure DevOps | Seleção de projeto, repositório, branch e tipo de scan. | Confirmar branch, artefatos gerados e acesso aos relatórios. |
| Pipeline externo | Ingestão de resultados ou disparo automatizado. | Garantir vínculo correto entre organização, aplicação e time. |
| Sonatype IQ | Ingestão externa de composição e achados quando configurado. | Validar deduplicação, ciclo de vida dos achados e isolamento por organização. |
Como executar scan a partir de repositório
Use esse fluxo quando a tela de criação de scan apresentar origens como GitHub, Bitbucket ou Azure.
Passo a passo
- acesse a aplicação que será analisada;
- inicie a criação de um novo scan;
- escolha a origem do código: GitHub, Bitbucket ou Azure;
- selecione organização, workspace ou projeto;
- selecione o repositório;
- selecione a branch;
- escolha o tipo de análise disponível, como SAST ou SCA;
- revise aplicação, repositório, branch e tipo de scan;
- inicie o scan;
- acompanhe o resultado no histórico da aplicação, relatórios ou Central de Riscos.
O que cada opção significa
| Opção na tela | Significado | Atenção |
|---|---|---|
| GitHub | Usa código de um repositório GitHub conectado ao XGuardian. | Confirme organização, repositório e branch. |
| Bitbucket | Usa código de um repositório Bitbucket conectado ao XGuardian. | Confirme workspace, repositório e branch. |
| Azure | Usa código de Azure DevOps / Azure Repos. | Confirme projeto, repositório, branch e opção SAST/SCA. |
Checklist rápido
Antes de iniciar:
- a aplicação correta está selecionada;
- seu usuário tem permissão para operar a aplicação;
- a integração com GitHub, Bitbucket ou Azure está habilitada;
- o repositório pertence ao ativo que será analisado;
- a branch representa a versão correta;
- o tipo de scan está disponível para a organização;
- nenhuma credencial sensível será exposta em evidências, logs ou chamados.
Preparação dos arquivos
Código-fonte .zip
Antes de enviar o código:
- remova arquivos desnecessários;
- confirme que o
.ziptem até 1GB; - preserve manifestos de dependência;
- inclua arquivos de lock quando existirem;
- envie a branch ou versão correta quando o pacote for gerado fora do portal;
- evite enviar segredos, chaves privadas ou credenciais;
- envie uma versão consistente da aplicação;
- não misture aplicações diferentes no mesmo pacote.
Exemplo de pacote adequado:
minha-aplicacao.zip
├── src/
├── package.json
├── package-lock.json
├── Dockerfile
└── README.md
Evite incluir diretórios gerados, caches locais, credenciais, arquivos .env, chaves privadas, dumps de banco ou artefatos que não representem o código analisado.
Container .tar
Antes de enviar a imagem:
- confirme que a imagem corresponde ao container correto;
- use tags ou nomes que ajudem a identificar versão e aplicação;
- evite imagens com segredos embutidos;
- prefira imagens que representem o artefato real a ser publicado.
URL para DAST
Antes de executar DAST:
- confirme autorização para testar a URL;
- escolha o ambiente adequado;
- valide se a aplicação estará disponível durante a janela de scan;
- informe autenticação quando necessário e permitido;
- use usuários de teste e dados não sensíveis;
- proteja tokens de API e revogue credenciais temporárias após o uso quando aplicável;
- valide especificações OpenAPI/exported API antes de usá-las como entrada;
- alinhe restrições com times de rede, segurança e aplicação.
Exemplo de cenário adequado para DAST autenticado:
| Item | Exemplo |
|---|---|
| Ambiente | Homologação ou staging autorizado. |
| Conta | Usuário de teste com menor privilégio. |
| Dados | Massa fictícia ou sanitizada. |
| Janela | Horário combinado com o time responsável. |
| Escopo | URLs, endpoints e rotas permitidas para teste. |
| Pós-scan | Revogação de token temporário e revisão de efeitos no ambiente. |
Boas práticas de execução
- execute scans em pontos relevantes do ciclo de desenvolvimento;
- priorize aplicações críticas;
- use rescans para validar correções;
- integre scans à pipeline quando fizer sentido;
- use a Central de Riscos para consolidar achados vindos de scans e integrações;
- evite alterar escopo de aplicação nomeada sem validação;
- mantenha governança por time e aplicação.