Usuários, permissões e governança
Esta página explica como organizar usuários, papéis, times e regras de acesso no XGuardian.
Princípios de governança
A governança do XGuardian deve ser orientada por:
- rastreabilidade de ações;
- segregação de responsabilidades;
- menor privilégio necessário;
- vínculo claro entre aplicação e equipe;
- isolamento entre organizações;
- revisão periódica de acessos.
Organização
A organização é o ambiente segregado de uma empresa dentro do XGuardian. Ela concentra usuários, times, aplicações, scans, relatórios e configurações associadas ao cliente.
Cada organização possui isolamento lógico em relação às demais organizações da plataforma.
Papéis de usuário
Os papéis ajudam a separar responsabilidades administrativas, técnicas e operacionais.
| Papel | Quantidade recomendada | Responsabilidade principal |
|---|---|---|
| Super Admin | 1 por organização | Dono e responsável principal da organização no XGuardian. |
| Admin | 1 ou mais | Administração operacional de usuários, times, aplicações e configurações autorizadas. |
| Tech Leader | Conforme estrutura do cliente | Liderança técnica de aplicações, squads ou times responsáveis. |
| Analista de Cyber | Conforme estrutura do cliente | Triagem, análise, classificação e acompanhamento de vulnerabilidades. |
| Desenvolvedor | Conforme estrutura do cliente | Correção de vulnerabilidades, consulta de resultados e apoio técnico nos scans. |
Página de Usuários
Use a página de Usuários para administrar quem pode acessar a organização e quais capacidades cada pessoa terá no XGuardian.
O que a página permite fazer
Dependendo do papel e da configuração da organização, a página pode apoiar:
- consultar usuários cadastrados ou provisionados;
- revisar papel do usuário;
- conferir vínculo com equipes;
- identificar usuários sem vínculo operacional;
- apoiar ajustes de permissão;
- investigar bloqueios de acesso;
- orientar revisão periódica de usuários.
Como interpretar usuários
| Informação | Como usar |
|---|---|
| Nome e e-mail | Confirme se a conta pertence à pessoa correta e ao domínio corporativo esperado. |
| Papel | Define capacidades administrativas, técnicas ou operacionais. |
| Equipes | Determinam quais aplicações o usuário pode acompanhar ou operar. |
| Origem do acesso | Ajuda a diferenciar usuário criado manualmente, provisionado por SSO ou ajustado por Admin. |
| Status | Indica se o usuário está apto a acessar ou se precisa de revisão. |
Responsabilidades por papel
Super Admin
O Super Admin é o responsável máximo pela organização.
Responsabilidades típicas:
- representar a organização no XGuardian;
- garantir que usuários e acessos estejam corretos;
- delegar a administração operacional para Admins quando necessário;
- manter governança sobre usuários, times e permissões;
- garantir que o uso da plataforma respeite os termos contratados e regras internas da empresa;
- validar políticas de SSO quando habilitadas;
- aprovar alterações de escopo de aplicações e integrações.
Admin
O Admin apoia a operação diária da plataforma.
Responsabilidades típicas:
- criar e manter usuários;
- organizar times;
- vincular usuários aos times corretos;
- apoiar cadastro e organização de aplicações;
- revisar configurações operacionais permitidas;
- apoiar o suporte em incidentes de acesso ou operação;
- revisar usuários provisionados automaticamente por SSO quando aplicável;
- documentar alterações de equipe e acesso.
Tech Leader
O Tech Leader atua como responsável técnico por aplicações ou squads.
Responsabilidades típicas:
- acompanhar o estado de segurança das aplicações do time;
- priorizar correções com o time de desenvolvimento;
- apoiar decisões sobre risco técnico;
- validar contexto da aplicação durante a triagem;
- coordenar rescans após correções relevantes.
Analista de Cyber
O Analista de Cyber atua na análise e governança de vulnerabilidades.
Responsabilidades típicas:
- revisar achados de segurança;
- priorizar vulnerabilidades por severidade, contexto e impacto;
- validar falsos positivos;
- marcar vulnerabilidades importantes quando aplicável;
- acompanhar correções e apoiar geração de evidências;
- manter alinhamento com os padrões de gestão de risco internos.
Desenvolvedor
O Desenvolvedor atua na correção técnica e no suporte à análise.
Responsabilidades típicas:
- consultar vulnerabilidades relacionadas às aplicações do time;
- corrigir falhas no código, dependência, configuração ou container;
- apoiar a reprodução técnica dos achados;
- executar scans quando autorizado e vinculado à equipe responsável;
- participar da validação de correções;
- comunicar necessidade de reteste à equipe de segurança.
Matriz resumida de permissões
Use a matriz abaixo como referência inicial. A configuração real pode variar conforme contrato, políticas internas e permissões específicas da organização.
| Ação | Super Admin | Admin | Tech Leader | Analista de Cyber | Desenvolvedor |
|---|---|---|---|---|---|
| Gerenciar organização | Sim | Parcial | Não | Não | Não |
| Gerenciar usuários e times | Sim | Sim | Não | Não | Não |
| Configurar integrações | Sim | Sim, quando autorizado | Não | Não | Não |
| Visualizar aplicações do próprio time | Sim | Sim | Sim | Sim | Sim |
| Visualizar aplicações de outros times | Conforme política | Conforme política | Não, salvo permissão | Conforme política | Não, salvo permissão |
| Executar scan | Conforme vínculo com time e permissão funcional | Conforme vínculo com time e permissão funcional | Sim, para aplicações do time | Sim, quando autorizado | Sim, quando autorizado |
| Triar vulnerabilidades | Sim | Sim, quando autorizado | Sim, para aplicações do time | Sim | Conforme permissão |
| Marcar falso positivo, importante ou corrigido | Sim | Sim, quando autorizado | Sim, quando autorizado | Sim | Conforme permissão |
| Criar issue Jira | Sim | Sim, quando autorizado | Sim, quando autorizado | Sim, quando autorizado | Conforme permissão |
| Exportar relatórios e artefatos | Sim | Sim | Sim, para aplicações do time | Sim | Conforme permissão |
Times
Times são usados para organizar usuários e aplicações.
Uma aplicação deve estar vinculada ao time responsável por sua manutenção. Os usuários que precisam operar aquela aplicação devem pertencer ao time correspondente.
Exemplos de organização:
| Estratégia | Quando usar |
|---|---|
| Time por squad | Empresas com squads responsáveis por produtos específicos. |
| Time por aplicação | Ambientes com aplicações críticas e donos bem definidos. |
| Time por unidade de negócio | Organizações com separação por área ou filial. |
| Time de Cyber | Equipes de segurança que analisam múltiplas aplicações. |
Página de Equipes
Use a página de Equipes para administrar a relação entre usuários, aplicações e responsabilidade operacional.
O que a página permite fazer
Dependendo da permissão do usuário, a página pode apoiar:
- criar equipes;
- consultar equipes existentes;
- vincular participantes;
- vincular aplicações;
- revisar times sem aplicação;
- revisar aplicações sem time responsável;
- acompanhar concentração de risco por equipe quando a visão estiver disponível.
Como criar uma equipe
Use este fluxo para cadastrar uma equipe e definir quem pode operar as aplicações vinculadas a ela:
- acesse a aba Equipes;
- selecione Criar equipe;
- informe o nome da equipe;
- selecione os usuários que podem participar da equipe;
- selecione as aplicações que farão parte da equipe;
- revise os vínculos antes de salvar.
Após a criação, os usuários vinculados à equipe passam a ter acesso conforme papel, permissões e regras da organização. O vínculo com a aplicação é essencial para visualização, operação de scans e acompanhamento de resultados.
Dentro de uma equipe
Ao abrir uma equipe, use a visão interna para entender responsabilidade, exposição e operação do time.
| Área | Como usar |
|---|---|
| Participantes | Confirme quem pode visualizar, operar ou acompanhar as aplicações do time. |
| Aplicações | Revise quais ativos pertencem à equipe e se o ownership está correto. |
| Scans | Acompanhe execuções relacionadas às aplicações da equipe quando disponível. |
| Dashboards ou visualizações | Use para entender concentração de risco e necessidade de ação por time. |
| Vulnerabilidades | Priorize achados que dependem daquele time para correção ou validação. |
Uma equipe bem configurada reduz bloqueios operacionais, evita acesso indevido e melhora a rastreabilidade das decisões de scan e remediação.
Revisão periódica
- revise usuários e times pelo menos a cada trimestre;
- remova acessos de pessoas que deixaram o projeto ou a empresa;
- atualize vínculos de aplicação quando houver mudança de ownership;
- registre alterações críticas para auditoria.
SSO e provisionamento
Quando a organização utiliza SSO SAML, o acesso pode seguir descoberta por domínio e autenticação no provedor corporativo.
O provisionamento automático de usuários, quando habilitado, deve seguir menor privilégio por padrão. Depois do primeiro acesso, Admins ou Super Admin devem revisar time, papel e permissões necessárias.
Boas práticas:
- confirme se o domínio de SSO pertence à organização correta;
- revise usuários criados automaticamente;
- evite conceder papel administrativo como padrão;
- remova ou bloqueie usuários no provedor de identidade quando deixarem a organização;
- mantenha um processo claro para exceções de acesso.
Tokens de Acesso (PAT)
O PAT, ou Personal Access Token, é uma credencial pessoal usada para autenticação técnica em fluxos autorizados, integrações, automações ou chamadas que não devem depender da senha do usuário.
Para gerar um PAT no XGuardian:
- acesse Meu perfil;
- abra Token PAT;
- selecione Gerar novo PAT;
- copie o valor gerado e armazene em local seguro.
O valor completo do PAT é exibido apenas uma vez após a criação. Se o token for perdido, gere um novo PAT e revogue o anterior quando aplicável.
Boas práticas:
- use validade curta sempre que possível;
- não compartilhe PATs entre usuários;
- não registre o token em chamados, prints, logs, repositórios ou documentação;
- armazene o valor em cofre de segredo, variável de ambiente ou secret de pipeline;
- revogue tokens que não estiverem mais em uso.
Configurações administrativas
As configurações do XGuardian devem ser tratadas como controles de governança. Nem todos os usuários terão acesso a todas as páginas de configuração.
| Página de configuração | O que documentar ou revisar |
|---|---|
| Segurança e acesso | Políticas de acesso, revisão de usuários, menor privilégio, provisionamento e uso de PAT. |
| SSO | Domínio corporativo, metadata SAML, mapeamento de atributos, teste de login e plano de rollback. |
| Integrações | Provedores conectados, credenciais, escopos, repositórios, Jira, Sonatype IQ e automações disponíveis. |
| SLA / ASPM | Critérios de prazo, severidade, aging, exceções e priorização operacional. |
Antes de alterar qualquer configuração, confirme impacto, responsável, ambiente, permissão e necessidade de evidência. Mudanças em SSO, integrações e SLA podem afetar login, execução de scans, ingestão de achados e leitura da Central ASPM.
Regra de governança para execução de scans
Para preservar segregação, rastreabilidade e controle operacional, a execução de scans deve respeitar o vínculo entre usuário, time e aplicação.
Regra principal:
Um usuário só deve executar scan em uma aplicação quando fizer parte da equipe responsável por essa aplicação.
Isso inclui usuários administrativos. Perfis administrativos podem apoiar a organização dos acessos, mas a operação do scan deve respeitar a equipe dona da aplicação.
Aplicações sem permissão explícita podem aparecer bloqueadas visualmente na listagem, indicando que o usuário não deve operar aquele ativo enquanto o vínculo de equipe ou permissão não for ajustado por um Admin.
Exemplo prático
| Situação | Resultado esperado |
|---|---|
| Usuário pertence ao time da aplicação | Pode executar scan, se tiver permissão funcional para isso. |
| Usuário não pertence ao time da aplicação | Não deve executar scan nessa aplicação. |
| Admin precisa liberar operação para um usuário | Deve vincular o usuário ao time correto, conforme política da organização. |
| Super Admin precisa ajustar governança | Deve revisar usuários, times e vínculos da aplicação. |
| Aplicação aparece bloqueada na listagem | Usuário não deve operar o ativo. Um Admin deve revisar vínculo de equipe, papel e permissão conforme a governança interna. |
Boas práticas
- mantenha apenas usuários necessários na organização;
- remova acessos de pessoas que não atuam mais no projeto;
- evite contas genéricas ou compartilhadas;
- use SSO quando fizer parte da política corporativa;
- revise times periodicamente;
- vincule aplicações aos times responsáveis;
- mantenha evidência das decisões relevantes de triagem;
- use credenciais de teste e menor privilégio em scans autenticados.